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Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA

Como em tantos outros casos semelhantes, a história da pequena menina de Mirandela é comovedora. Desde os 45 dias de vida, que Andreia faz quimioterapia devido ao diagnóstico de um tumor (histiocitoce com atingimento intestinal, cutâneo e medular). Tem agora 11 meses e precisa de um transplante de medula óssea para poder fazer face à sua doença e nenhuma dos familiares próximos é compatível.

Uma enorme onda de solidariedade levou cerca de 2000 pessoas ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Mirandela para fazer a recolha de sangue, que consistia em duas colheitas, uma destinada a tirar a identidade através do HLA e outra para despiste dos vírus VIH e da Hepatite B.

Só depois disto poderá ser seleccionado um dador e convocado para que se possa proceder á recolha de células da medula óssea do dador que são depois recebidas pelo doente por via endovenosa (transfusão). Estas células migram no sangue do paciente para se fixarem na medula óssea e multiplicarem para suprir as necessidades fisiológicas no organismo. Outro caso é o da pequena Ana Lúcia de Mafra, com 13 anos e vítima de leucemia. O diagnóstico foi confirmado aos 8 anos e agora, que parecia ter vencido a sua doença, esta voltou a manifestar-se de forma traiçoeira.

A leucemia é uma doença neoplásica aguda ou crónica caracterizada pela proliferação anormal e intensa dos leucócitos e das suas células de origem na medula óssea.

Também a Ana Lúcia precisa de um dador de medula óssea compatível para poder continuar a sorrir. Neste sentido irá ocorrer uma recolha de sangue para testes de compatibilidade no próximo dia 20 deste mês.

Calcula-se que cerca de 80% dos doentes tenham pelo menos um potencial dador compatível, número que aumentou muito após um esforço mundial no sentido de angariar dadores. Esperemos que estas duas meninas, e todos os outros casos pelo país fora, tenham sorte…

 

“Corria para a frente, na noite, no dorso de um cavalo enlouquecido, que me arrastava para nenhum lugar. Não havia pontos de referência na paisagem, cavalgávamos à desfilada, depressa, cada vez mais depressa, e no entanto sem avançar no espaço. Não sabia onde estava e recordava-me só vagamente do meu nome. Mas não esquecera o teu.

Nem o facto de que estavas morto.”

Teolinda Gersão,

no conto “Cavalos Nocturnos”

in A mulher que prendeu a chuva e outras histórias

 

publicado por Dreamfinder às 23:06

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Domingo, 29 de Abril de 2007

INFERTILIDADE

A Infertilidade é, cada vez mais, um problema de saúde dos nossos dias e pode ser definida como a “ausência de gravidez ou incapacidade de engravidar, quando os casais mantém relações desprotegidas num período igual ou superior a um ano” (Prof. João Silva Carvalho, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução). Outro conceito diferente e que tem caído em desuso é o da esterilidade e que se verifica quando a mulher, mesmo com o auxílio de tratamentos de fertilidade, não consegue engravidar.

Entre os motivos da infertilidade feminina destacam-se o adiamento da idade da 1ª concepção devido aos novos estilos de vida e exigências laborais e profissionais das mulheres, já que a partir dos 33/35 anos se verifica um declínio do índice de fecundidade, particularmente devido à perda de qualidade dos óvulos. Outras causas de infertilidade na mulher são a obstrução das trompas de Falópio, a ausência de ovulação, endometriose (existência de mucosa uterina fora do útero) ou outras desregulações do sistema endócrino.

A infertilidade masculina está, geralmente, relacionada com uma redução da quantidade e qualidade (perda de mobilidade) dos espermatozóides.

Tanto no homem como na mulher podem ainda verificar-se outras causas de infertilidade: ingestão de hormonas animais na alimentação, o stress da vida actual, o consumo de drogas, o tabagismo ou o álcool.

O estilo de vida actual tem contribuído para um aumento do número de casos de infertilidade. 15% da população portuguesa não consegue ter filhos, calculando-se em meio milhão o número de casais inférteis. Actualmente, na Europa, cerca de 4% dos nascimentos resultam da PMA (procriação medicamente assistida).

Ao longo dos anos os tratamentos para combater a infertilidade têm sido alvos de grandes progressos. O 1.º bebé proveta fruto da fecundação in vitro em Portugal nasceu em 1986. Entre as técnicas recorrentes destacam-se a inseminação artificial, em que há uma colheita de esperma que é depois introduzido na cavidade uterina da mulher; fertilização in vitro, que é utilizada aquando de um factor de infertilidade feminina e na qual o encontro dos gâmetas ocorre em laboratório; a microinjecção ou injecção citoplasmática, usada em casos de indivíduos azoospérmicos (ausência de espermatozóides na ejaculação) e na qual os espermatozóides são recolhidos do testículo e injectados no óvulo.

O diagnóstico pré-implantatório consiste na análise dos embriões criados in vitro (através de processos de PMA) para selecção dos que não apresentem anomalias genéticas. Este processo é levado a cabo em situações de anomalia genética em gestações anteriores ou de um dos membros do casal. Por exemplo, em caso de doenças hereditárias ligadas ao sexo, como a hemofilia, podem seleccionar-se os embriões apenas de determinado sexo (neste caso os embriões do sexo feminino). Claro que este processo põe em causa a instrumentalização da vida humana e já se fala mesmo na escolha do sexo e das características dos embriões.

Também a maternidade de substituição representa alguma esperança para os casais inférteis noutros países. No entanto, a lei portuguesa não reconhece contratos que envolvam “barrigas de aluguer” pelo que na entrega da custódia intervirá a favor da mãe biológica.

Assim, a PMA está envolta em inúmeras controvérsias e barreiras éticas e jurídicas. Só pode ser usada em casos de infertilidade e não como método alternativo à reprodução normal.

 

“Choro sobre mim mesmo como um sepulcro vazio. Oh! Como a vida pesa, como este único minuto com a morte pela eternidade pesa.”

Raul Brandão

publicado por Dreamfinder às 23:00

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Sábado, 28 de Abril de 2007

OLIMPÍADAS DA MEDICINA 2007

 

 

 

 

 

 

publicado por Dreamfinder às 16:42

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Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

PORTUGAL E O CANCRO DA PRÓSTATA

Em Portugal estima-se serem 130 mil os doentes do cancro da próstata e com uma média de 1800 mortes por ano. A Braquiterapia é um tipo de terapia que existe há 5 anos, sendo um tratamento pouco invasivo em que os médicos inserem sementes radioactivas no doente para eliminar células cancerosas, agora beneficia de um aperfeiçoamento em que a nova técnica cirúrgica leva o tratamento a incidir só sobre o tumor e o torna mais eficaz, e permite que se poupe as células sãs do organismo. Esta técnica como pouco invasiva que é, torna-se menos dolorosa, com menos complicações secundárias e clínicas, e preserva melhor a vida sexual do doente, enquanto a cirurgia pode causar impotência.

Tem 3 diferenças em relação há Braquiterapia que se costuma fazer:

1º- as sementes radioactivas passam a estar interligadas entre si e não separadas, com um elemento que se biodegrada ao fim de seis meses e não ao fim de quatro semanas como era costume.

2º- uma maior flexibilidade na colocação, permitindo ao médico escolher melhor.

3º- as sementes são impedidas de se deslocarem para outros órgãos.

A migração de algumas sementes radioactivas (uma ou duas das 80 colocadas pelos médicos) pode ocorrer tendo como motivo a proximidade da corrente sanguínea, o que reduz a eficácia do tratamento, com esta técnica as sementes são colocadas de modo a ficarem exclusivamente em cima do tumor, de modo a destruir as células cancerosas unicamente, sem afectar as células sãs do organismo. Além desta técnica, existe a cirurgia, radioterapia e outros tratamentos também recentes com ultra-sons de alta intensidade (HIFU) e através do frio, a chamada criocirurgia.

Cerca de 10% dos doentes sobrevive uma década ou mais depois do diagnóstico, mas como é uma doença com poucos sintomas, outros 10% morre seis meses depois. Deste modo conclui-se como é importante o rastreio, aconselha-se os homens a partir dos 50 anos a fazer uma análise (PSA) para a detecção precoce do cancro da próstata.

 

publicado por Dreamfinder às 22:13

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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

REPRODUÇÃO HUMANA

 

A Reprodução Humana está em declínio na Europa.

A revista “British Medical Journal” num estudo que elaborou revela que a qualidade do sémen dos europeus reduziu 50% nos últimos 50 anos, a própria reprodução da espécie humana está em causa.

O estudo feito com milhares de amostras de esperma confirma que existem menos gâmetas masculinos, sendo a redução já de metade – de 113 milhões por mililitro para 66 milhões. Assim, como a qualidade tem vindo a piorar, reflecte-se naturalmente nas taxas de infertilidade que chega aos 20% em Portugal. Mas, há quem afirme que os gâmetas femininos estão também a perder a qualidade. Algo influência negativamente os gâmetas tanto masculinos como femininos.

Mas as causas responsáveis são fáceis de encontrar: os factores ambientais, a alimentação, a vida agitada, o stress, o álcool, o tabaco,…

A qualidade do sémen europeu está em risco, sem dúvida alguma, ou seja o estado dos espermatozóides deixa muito a desejar, se não mudar o modo de vida dos europeus, estamos perante um declínio na reprodução da espécie humana.

 

 

publicado por Dreamfinder às 09:11

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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

HOSPITAL DOS PEQUENINOS

                      

Muito me orgulha que a nossa Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa (AEFML) organize há já 5 anos, o seu Hospital dos Pequeninos, no recinto do Hospital de Santa Maria.

O projecto visa reduzir a ansiedade que a criança sente quando confrontada com a presença de um médico, utilizando deste modo um jogo de representação. As crianças são os pais que trazem os filhos doentes (tão simplesmente os seus bonecos) que vão ser consultados pelos “médicos” (aluno de Medicina). Aprendem, assim, de uma forma simples, a perder o medo dos médicos e das consultas, pois vêem os seus pequenos amigos: bonecas, ursos de pelúcia, bonecos tropas ou bombeiros, serem tratados pelos médicos.

O ano passado participaram 1500 crianças entre os 4 e os 7 anos vindas de infantários e escolas primárias.

Com as “consultas” abertas, as crianças aprendem brincando, ficando assim a conhecer os profissionais que encontram num hospital e os instrumentos que lá encontram, o que são e para que servem.

Uma iniciativa louvável que visa promover a confiança das crianças nos médicos e nos hospitais.

  

 

 

 

publicado por Dreamfinder às 14:57

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Terça-feira, 24 de Abril de 2007

DOENÇA DE ALZHEIMER - DA

A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença degenerativa, progressiva que compromete o cérebro causando a diminuição da memória, a dificuldade no raciocínio e pensamento e alterações comportamentais.

Considerada como uma doença rara tem um efeito devastador sobre a família e o doente.

A DA pode declarar-se a partir dos 40 anos, mas é a partir dos 60 que se verifica a sua maior incidência.

Os sintomas mais comuns são a perda gradual da memória, declínio no desempenho das tarefas quotidianas, diminuição do raciocínio crítico, desorientação temporal/espacial, mudança na personalidade, dificuldade na aprendizagem e na área da comunicação.

Nas características, o comprometimento cognitivo gradual da evolução lenta acaba por afectar as funções cognitivas específicas em geral, configurando um quadro afásico, apráxico, agnósico e amnéstico. Por isso, deve-se fazer uma avaliação cognitiva ao doente, é necessário que um estudo integral avalie a linguagem, a coordenação motora, as condições perceptivas sensoriais, a capacidade de abstracção, o raciocínio, a atenção, o cálculo e a memória.

Os aspectos económico-sociais desta doença crónica de evolução lenta, podendo durar 20 anos, e juntando-se o facto de que, nas fases avançadas, o doente torna-se completamente dependente, por si só incapaz de alimentar-se, vestir-se ou tomar banho. Por isso o seu impacto é grande tanto na sociedade economicamente, como na família – em que se estima em média 3 familiares directa ou indirectamente envolvidos, um número assustador de pessoas que são de alguma forma atingidos por esta verdadeira epidemia. Considerando que a DA ultrapassa as fronteiras da medicina, convertendo-se num grave problema económico-social, com repercussão especialmente no seio da família.

Existem factores que predispõem um indivíduo a ser acometido por esta doença, apesar desta não ter uma única causa, sendo provavelmente devida a uma combinação de factores genéticos e ambientais:

a Idade é o único factor de risco bem conhecido e inquestionável, assim como ser uma doença idade-dependente (à medida que a idade avança, maior o risco da sua ocorrência), existe mesmo quem se questione se ela não será mais do que um processo de envelhecimento acelerado, exacerbado e de aparecimento prematuro. Estudos demonstraram que se manifesta aos 80 anos aproximadamente 20%, cinco anos depois, manifesta-se já com 40%, se a demência começa antes dos 75 anos, os factores mais prováveis são a história familiar prévia ou síndrome de Down. Mas o que mais preocupa a medicina é que o envelhecimento populacional vai resultar num aumento dramático desta doença;

o Sexo, também é divulgado em vários estudos, como sendo as mulheres a ser mais afectadas do que os homens, mas não se pode esquecer que a expectativa de vida das mulheres é pelo menos 5 anos maior que a dos homens, poderá estar interligado, um assunto ainda com um futuro por esclarecer;

a Escolaridade, o nível de educação parece ser uma protecção para a DA, em principio quanto maior o número de anos de estudo menor seria o risco, apesar de ser observada com alguma reserva.

A genética está fortemente relacionada com a DA, em que o risco aumenta, cerca de 40% dos doentes possuem no seu histórico um antecedente familiar. A hereditariedade está mais vincada na DA Familiar – 15 a 20%, cujo início é precoce (antes dos 65 anos) e é muito mais rara; do que a DA Esporádica – 80 a 85%, que surge em idades mais avançadas. Identificados estão 4 genes que conferem o risco hereditário na DA.

O médico deve fazer o diagnóstico baseando-se nas informações que o familiar neste caso responsável pelo paciente lhe deverá dar: primeiros sinais de anormalidade detectados (tipo, data,…); a evolução (duração, ocorrências, alterações); casos anteriores se os houver (AVC, cardiopatias, diabetes, depressão, doenças neurológicas), quedas, desmaios, convulsões. Observar se a Memória está afectada; se o Comportamento sofreu alterações; se na Comunicação e Autonomia tem dificuldades; se na Orientação baralha dias, horários e lugares. O Exame Físico também é importantíssimo, pois à medida que a doença evolui, começam a aparecer sinais como: o “sinal de virar a cabeça” em resposta a uma pergunta que lhes é feita procurando o acompanhante para que seja este a responder; alterações dos reflexos; sinais que surgem em cerca de 35% dos doentes, a bradicinesia e a rigidez; sinal de Babinski positivo; mioclonias ( 7 a 10% dos doentes são afectados); estereotipias motoras.

Na Doença de Alzheimer consideram-se 4 fases:

a Fase Inicial, que é a mais crítica de todas elas, em que os sintomas por vezes andam encobertos com o processo natural do envelhecimento, teoricamente esta fase varia entre 2 a 4 anos;

a Fase Intermédia, em que o doente já se encontra em total dependência necessitando de supervisão e cuidados dia e noite e manifesta-se a apatia a inafectividade, surgem também as afasias, as apraxias e as agnosias, que são todas elas perdas significativas do poder do doente na fala, na escrita; nos movimentos; no reconhecimento perceptivo sensorial, auditivo, visual, táctil. O facto de falar é um elo que tentam manter com a realidade através de algumas recordações antigas. Mas o mais duro para as famílias é quando passam a não reconhecer as pessoas mais próximas e podem mesmo não se reconhecer ao espelho. Esta fase pode ir de 3 a 5 anos e caracteriza-se principalmente pelo agravamento da fase inicial;

a Fase Final, se a DA surgiu muito cedo no doente mais rápida vai ser a sua evolução, mas por vezes os pacientes que foram tratados com os medicamentos adequados e tiveram uma boa orientação familiar, apresentam uma melhor qualidade de vida. Nesta piora o de estado de apatia e prostração, tudo se resume ao confinamento na cama ou no sofá, indiferença ao ambiente que os cerca, à incapacidade de se expressar ou mesmo de sorrir. Aparece também a incontinência urinária e fecal. A duração desta fase varia de caso para caso, invariavelmente caminham para a fase terminal;

a Fase Terminal, os doentes acabam por adoptar uma posição  conhecida como paraplegia em flexão ou chamada de posição fetal: os membros superiores ficam em posição flectida junto ao tórax, a cabeça pende em direcção ao peito, os membros inferiores tornam-se inextensíveis e irrecuperáveis e a coluna também se flexiona.

Existem actualmente tratamentos disponíveis para melhorar a cognição, retardar a evolução e tratar os sintomas e as alterações de comportamento. São três “drogas” com a mesma acção farmacológica e com poucos efeitos secundários: a donepesila, a rivastigmina e a galantemina.

Apesar de não existir tratamento curativo para a Doença de Alzheimer, o diagnóstico precoce é fundamental no retardamento do aparecimento de complicações e na aplicação imediata da terapêutica medicamentosa. Há muitos esforços para encontrar a cura ou o controlo desta doença, porque é angustiante para o doente e atinge particularmente os familiares responsáveis. Mas uma nova esperança pode surgir no horizonte, uma vacina de DNA contra a Doença de Alzheimer testada em ratos surpreendeu pelos resultados, que parecem promissores. Talvez seja este o futuro destes pacientes…

publicado por Dreamfinder às 11:09

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Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

O SANGUE

 

 

O sangue é um líquido orgânico viscoso de cor vermelha, constituído por uma parte líquida – o plasma, e por elementos figurados em suspensão – eritrócitos, leucócitos e trombócitos, impelido pelo coração em circuito fechado através das artérias, capilares e veias.

Considerado, do ponto de vista histológico, como um tecido (tecido sanguíneo), e do ponto de vista fisiológico como um órgão, o sangue assegura grande número de funções: fornecimento de oxigénio aos tecidos por intermédio da hemoglobina dos eritrócitos, bem como das substâncias nutritivas indispensáveis; transporte dos resíduos até aos órgãos excretores – rins, pulmões,…; transporte das hormonas, vitaminas e certas enzimas; manutenção do equilíbrio humoral e da temperatura; defesa imunitária.

A massa sanguínea representa aproximadamente 1/13 do peso total do corpo, sendo a proporção do volume dos elementos figurados no sangue total, o hematócrito, normalmente próximo de 45%.

 

 

 O sangue em Portugal é um dos mais seguros em todo o mundo. Somos auto-suficientes em termos de doação e uso de sangue desde o Verão de 2006, registando-se cerca de mil doações diárias.

No entanto é preciso manter e até mesmo aumentar as doações, porque também as necessidades deste têm tendência para ir aumentando. Felizmente no nosso país ninguém morre por falta de sangue, ou deixa de fazer uma intervenção cirúrgica por esse mesmo motivo.

O sangue é vida, como argumento temos o caso do bebé prematuro na Grã-Bretanha, que nasceu apenas com 23 semanas de gestação e pesava 620 gramas. Os médicos não lhe davam mais de 24 horas de vida. Mas conseguiu sobreviver, depois de ter sido submetido a seis operações e a “50” transfusões de sangue.

Hoje, Kaven tem dez meses de vida e pesa 6,8 quilos. Um pequeno milagre da medicina.

 

publicado por Dreamfinder às 12:20

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Sábado, 21 de Abril de 2007

VIOLÊNCIA DOS FILHOS SOBRE OS PAIS

 

A violência exercida por filhos contra pais está a tornar-se um fenómeno alarmante em Portugal. Cada vez mais, idosos procuram o seu médico de família para tratar hematomas e desabafar sobre o que os filhos lhes fazem.

Em 2006 foram conhecidos 349 casos e no ano anterior eram 252. o número de casos como se pode verificar veio a aumentar nos últimos anos, as queixas revelam uma concentração das agressões em idades compreendidas entre os 18 e os 45 anos, mas existe um universo considerável de adolescentes que agridem os progenitores. Pode parecer exagerado, mas as agressões são desde empurrões, estalos, murros e pontapés, que por vezes levam a vitima a ter que recorrer a cuidados hospitalares. A violência física quando é praticada por indivíduos do sexo feminino, independentemente da idade, tende a recorrer a objectos físicos; enquanto os indivíduos do sexo masculino quando praticam agressões físicas, recorrem ás mãos e aos pés.

As vítimas por seu lado hesitam, devido há vergonha que sentem por denunciar os seus próprios filhos e também sabê-los capazes de o voltar a fazer. Mas felizmente a informação leva-os a ter mais noção dos seus direitos e que podem pedir apoio há APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vitima).

 Família

            Pintura de Pablo Picasso

Em 2006, num total de 5582 casos de apoio a violência doméstica, 6.3% são já de casos de agressão de filhos a pais. A maior parte das agressões a pais deve-se a filhos com problemas de adição a droga ou a álcool. Na maioria dos casos são filhos jovens que agem com violência para amedrontar e chantagear as mães que os sustentam e por isso passam a ser vitimas de roubos dentro da sua própria casa, ou então, filhos que se tornam “jovens tiranos” que tratam os pais idosos de forma indigna e negligenciam as suas responsabilidades.

O mais grave é quando a agressão chega à violação. Quando os crimes sexuais são perpetrados por filhos ou netos.

Não posso deixar de frisar que de acordo com este estudo, estes chocantes casos acontecem em famílias desestruturadas e situações ligadas à toxicodependência.

É importantíssimo e extremamente necessário que se tome em atenção este novo fenómeno que nos últimos anos tem vindo a alastrar por todo o nosso país.

 

 

 

publicado por Dreamfinder às 12:09

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Sexta-feira, 20 de Abril de 2007

A HISTÓRIA NATURAL DAS DOENÇAS

Ao longo das inúmeras aulas teóricas de Medicina Preventiva temos falado dos inúmeros condicionantes da saúde e da importância da prevenção no desenvolvimento de variadas doenças. No entanto, a prevenção das patologias só é possível com base no conhecimento das características dessas mesmas patologias. Só podemos praticar comportamentos preventivos relativamente a uma doença se conhecermos os factores de risco que aumentam a probabilidade desta se desenvolver, os sintomas através dos quais se manifesta, toda a sua evolução e também o que a previne e a forma como pode ser tratada. Logo, a prevenção só faz sentido quando em relação com o conhecimento da história natural das doenças.

A História Natural das Doenças (HND) é composta por dois períodos: o período pré-patogénico (antes do indivíduo adoecer, desequilíbrio entre agente e hospedeiro, factores ambientais condicionantes que são o estímulo) e o período patogénico (a patogénese precoce ou período de incubação, horizonte clínico).

A História Natural das Doenças define, assim, duas dimensões da causalidade, a primeira, epidemiológica, é a da determinação do aparecimento das doenças, e a segunda, fisiopatológica, trata da evolução das mesmas. Os factores associados são organizados em redes de causalidade, constituindo-se em modelos ecológicos, em que as diferentes variáveis são admitidas ao modelo através de testes estatísticos. Ocorre uma redução das condições sociais em atributos naturais dos indivíduos e/ou do ambiente, ou seja, uma naturalização do social. E, a partir do estabelecimento de condutas em geral, se estabelece a neutralidade técnica da medicina e da prática médica nas suas intervenções sobre o processo saúde e doença nos indivíduos e populações.

Por exemplo, os factores de risco das DCV podem ser inatos (não modificáveis) ou externos (comportamentos e estilos de vida). Como exemplo dos primeiros incluem-se a idade, o sexo (particularmente o masculino), a história familiar e pessoal de DCV, factor de risco trombogénico. Entre os factores de risco externos e passíveis de serem modelados, encontram-se o colesterol elevado, a hipertensão, a diabetes mellitus, o tabagismo, excesso de peso e obesidade, sedentarismo.

Para intervir tem de se ter em consideração a história natural da doença, a pessoa enquanto saudável fazendo a prevenção primária, depois do início da doença, a prevenção secundária, com a doença estabelecida, a prevenção terciária e, por fim, a prevenção primordial (evitar a emergência e estabelecimento dos padrões de vida – sociais, económicos e culturais – que se sabem levarem a um elevado risco de doença).

A prevenção primária é limitar a ocorrência da doença pelo controlo das causas e factores de risco.

A prevenção secundária resume-se no reduzir as consequências mais importantes da doença através do seu diagnóstico precoce e respectivo tratamento.

A prevenção terciária tem por finalidade reduzir a progressão ou as complicações da doença já estabelecida.

 

“A Medicina Preventiva apresenta-se como sendo natural, na medida em que representa uma evolução intrínseca da própria medicina... e universal, quando generaliza esta alternativa como solução para os problemas da medicina em qualquer formação social, transformando-se, portanto, numa solução que ultrapassa os limites de sua origem para tornar-se internacional.”

Arouca

publicado por Dreamfinder às 21:44

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